Por causa das separações, divórcios, mães solteiras, mudanças de parceiro, etc., um número elevado de menores de 18 anos nunca conheceu o pai ou, simplesmente, nunca mais o viu. O pai é expulso da família, ou prefere apenas não voltar a ocupar esse lugar, ou é substituído por outro
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Sullerot, socióloga francesa e feminista, declara com orgulho tudo o que fez para defender os direitos da mulher, também no que se refere à obtenção da custódia dos filhos. Contudo, agora reconhece o grande erro cometido ao analisar a situação de milhões de crianças separadas dos pais. Conclui que a “figura paterna é absolutamente necessária para configuração da personalidade. A questão não está em saber qual dos dois progenitores é o mais importante, mas em que ambos são igualmente necessários para o desenvolvimento psicológico e harmônico dos filhos.”
“A mãe converteu-se num progenitor completo, que desempenha todos os papéis; o pai é ainda um progenitor insuficiente”. Mas tal situação conduziu-nos a uma sociedade sem pais. Sullerot pretende chamar a atenção para este estado de coisas que nos conduzirá a uma grave deterioração da humanidade, se para tanto não soubermos arranjar uma solução.
Edson de Assis
