Quando falamos em construção da sexualidade, afirmamos que a sexualidade não é totalmente inata. Ou seja, parte da sexualidade humana é aprendida, preferencialmente na relação com os pais ou os seus substitutos
O que é inato na sexualidade humana? A sexualidade física e a sexualidade neurológica. E o que é aprendido? A sexualidade psicológica. Esta é construída através da educação sexual. Segundo Isaac Mielnik, o termo “educação sexual” é diferente do termo “orientação sexual”. A educação sexual é dada pelos pais à criança, numa idade que a mesma absorve instintivamente atitudes, gestos e idéias, incorporando-os ao arsenal de padrões psíquicos. Enquanto que, orientação sexual seria esclarecimentos, noções e orientação dados deliberadamente, intencionalmente à criança pelos pais ou outras pessoas. Entre elas o professor ou propriamente um instituição como a escola.
A sexualidade construída na educação pelos pais nos primeiros anos de vida de uma criança, é chamada de sexualidade infantil ou atividade sexual infantil e não tem nada haver com os termos usualmente empregados com relação aos adolescentes ou adultos.
Ao nascer, a criança já traz em si a atividade instintiva sexual, o termo sexo é empregado na idéia de “satisfação” ou gratificação ou o que a psicanálise chama de princípio do prazer.
As áreas de gratificação sexual, a princípio estaria envolvido todo o corpo da criança, que apresenta ao nascer, tanto externamente na pele, quanto internamente nos órgãos, a capacidade de sensações agradáveis ou desagradáveis. Logo com o seu desenvolvimento as áreas de sensações agradáveis vão ficando mais intensas e passam a ser chamar “áreas de gratificação sexual” ou “zonas erógenas”. Todo o corpo, então, pode funcionar como zonas erógenas. No entanto, as mais importantes são:
1- boca – onde ocorre as primeiras satisfações, já nos primeiros dias de vida.
2- o ânus – 8 – 10 meses – passa a se interessar mais pelos detritos (fezes e urina)
3- os órgãos genitais – descobre os órgãos genitais com a mesma casualidade que os outros. Entretanto, em virtude de sua inervação e irrigação, eles fornecem, na manipulação, satisfações mais intensas do que outras partes do corpo.
A criança nasce sem inibições mentais. E isto, chamamos de princípio da satisfação ou princípio do prazer Ela vai procurar imediatamente estar em situação cômoda, boa e “agradável”. O contato com o meio ambiente e suas imposições familiarizam a criança com o “princípio da realidade”.
Fases do desenvolvimento sexual
1º- pré-genital – até os 6 anos –
Fase oral: é mais intensa até o 1º ano de vida, no entanto, continua por toda a existência.
- o interesse da criança esta localizado na boca, e através dela tudo será julgado. (sabor, forma, etc.).
- a criança nessa fase põe os dedos na boca, depois os pés, a fralda, o lençol,…
- nessa fase inicia a educação sexual da criança:
1- quando a mãe retarda o momento da alimentação; 2 – quando esta com pressa; 3 – quando é brusca com a criança; 4- quando termina com a mamada antes que a criança satisfaça a fome; 5 – por ocasião do desmame. (muitas das atividades orais do adulto podem ser consideradas a busca de compensação pela perda do seio materno, quando ocorre de forma muito traumatizante).
Obs. São inteiramente condenáveis as atitudes de alguns adultos adotam de “bater na boca da criança, quando diz alguma palavra obscena. Graves conseqüências psicológicas podem resultar dessa maneira de agir, como inibição oral.
Fase anal – segue a oral, entre o º ao 3º ano de vida e decorre pelo interesse despertado na criança pela urina e fezes. A criança dispensa a esses detritos atenção especial por considerá-los obra sua, de seu organismo, que é ofertado ao meio ambiente.
- as relações que se estabelecem entre a criança e a mãe, especialmente nessa fase, repercutem intensamente sobre as futuras atividades fisiológicas da criança.
- a ação do adulto sobre a criança nessa fase implicara na formação de sua personalidade:
Se a mãe for demasiadamente indulgente no ensinar o controle. O indivíduo podeá ser por demais caridoso, sem controle de seus bens. Ou, ao contrário, um controlador.
Se a mãe for excessivamente severa, o indivíduo poderá ter limpeza excessiva, pontualidade doentia, medo de doenças e micróbios. Atitudes controladoras, desprezo pelos erros de outros.
Fase fálica – de 3 aos 6 anos. A crianças descobre os órgãos sexuais e a satisfação que sua manipulação lhe fornece.
- Não há sentimentos de malícia ou sensualidades nesses interesses iniciais, que são interesses de explorador curioso e ignorante, querendo conhecer tudo a respeito de si mesmo. Interesses esses, que pouco a pouco, não sendo molestada nem chamada a atenção, a criança o abandonara e dirigirá sua curiosidade para outras crianças ou animais querendo observá-los ou fazer comparação.
- nessa fase a menina tem um interesse maior pelas bonecas o que Poe também acontecer com alguns meninos. Não havendo nenhum ligação com a homossexualidade.
- é também a fase da pergunta. A resposta que poderá complicar a formação da sexualidade.
- o menino demonstra interesse pela mãe. E passa a viver uma relação de amor e ódio pelo pai.
- a menina demonstra interesse pelo pai. E passa a ter sentimentos de amor e ódio pela mãe.
Fase escolar ou período da latência – dos 6 anos até a adolescência.
- ocorre uma diminuição da libido.
- busca outros referencia fora da família.
- o professor passa a ter um papel importante.
Manifestações sexuais importantes.
- observacionismo - Curiosidade de expiar os outros
- discussão de assuntos sexuais com outras crianças.
- paixonites.
-homossexualismo nessa fase não deve ser confundido com a homossexualidade na fase da adolescência ou adulta.


Tenho um filho de 5 anos e hoje me contou que gosta de brincar com um amiguinho da escola de deitar um em cima do outro e encostar o pipi no pipi. Eu o escutei, mas nao disse nada. Como devo reagir? Devo me preocupar?
Emilia,
procure sabe dele se isto já aconteceu antes com outra pessoa. Fique atenta ao comportamento dele