Uma coisa é tão certa como 2 + 2 = 4, um indivíduo só aprende se houver desejo, sendo assim, só se ensina se for capaz de despertar o desejo no outro. E esse é o maior desafio de um mestre, despertar o desejo em seus alunos ou discípulos ou filhos.
E como se desperta ou atrai o interesse de alguém para aprender? Para Freud, “a criança só vai investir em gostar de alguma coisa se alguém investiu na possibilidade dela poder querer alguma coisa”. Estará sempre assujeitado ao desejo que, em última instância, é do outro. O indivíduo nasce com total possibilidade de andar. Mas andar não é tarefa fácil enquanto não se aprende. Se não tiver o desejo do outro essa tarefa fica mais difícil ainda. Portanto, podemos afirmar que o que ajuda a criança a aprender a andar é o desejo da mãe ou de sua substituta que projeta nela um ideal, acredita, apesar dos tombos, choros e riscos que cair e se machucar, que ela, a criança conseguirá vencer esse difícil desafio.
Se a criança depende de que nela alguém (a mãe ou quem exerce a maternagem) projete um ideal, faça uma idealização, na escola ou na igreja, o aluno ou o discípulo depende de que o mestre ou aquele que ensina, nele projete um ideal, acredite em seu potencial.
Jesus Cristo quando entra na casa de Zaqueu, ele demonstra, que independente do que os outros poderiam falar, Ele, o mestre dos mestres, acreditava que Zaqueu poderia ser melhor do que ele próprio jamais imaginou.
Fazer o aluno acreditar em seu potencial é a um método de despertar nele o desejo para aprender. Um segundo método é quando os professores ou pais ou lideres, acabam investindo na capacidade do indivíduo ir além do que ele próprio acredita que possa ir.
Jesus Cristo desperta em seus discípulos um interesse maior em aprender quando Ele diz que eles poderiam fazer as mesmas obras que Ele ou maiores ainda.
Nas abordagens de Jung sobre educação encontramos um terceiro método capaz de despertar o desejo do aluno em aprender.
Jung coloca que o “papel do professor vai além de ser um mero transmissor de conteúdos, uma vez que o exemplo que dá é muito mais importante que o método que utilize. Ele deve ser uma personalidade capaz de educar pelo exemplo”. E de qual exemplo escreve Jung? O exemplo abordado seria o envolvimento do mestre com a matéria que ensina. Portanto, afirmo que o mestre que não tem nenhum comprometimento com o que ensina seus sucesso como professor ou discipulador ou líder estará pautado ao fracasso. Não é em vão que Paulo diz, por pelo menos quatro vezes, as igrejas que ele ensina que deveriam ser seus imitadores.
…se é ensinar, haja dedicação ao ensino. (Rm 12.7)
E quando falta o desejo de aprender? A falta do desejo de aprender gera várias conseqüências e uma das mais penosas é a indisciplina.

Edson, gostaria de parabenizá-lo pelos artigos apresentados neste site.
Este artigo ” Despertando o desejo de aprender” é maravilhoso!! Já tirei uma cópia para ler e comentar com os professores na reunião de planejamento, nas escolas onde trabalho.
Muito booom!adorei as comparaçõe com a Bíblia!
FINAL Jesus foi o primeiro pedagogo!!!
Obrigado por sua partipação. Mas, creio que Cristo não foi o primeiro pedadogogo e o melhor de todos